água.mídia.locativa/cavername

Este projeto de muitas camadas, atuou no contexto midiático, das chamadas mídias móveis e locativas de autoria de Val Sampaio. O projeto realizou duas expedições, a primeira Expedição no período de 13 a 19 de setembro, participaram desta primeira viagem Gilbertto Prado, Cláudio Bueno, Dênio Maués, Jarbas Jácome e Nacho Duran. A segunda realizada de 11 a 17 de abril de 2011, participaram da segunda viagem Gilbertto Prado, Cláudio Bueno, Val Sampaio, Léo Pinto, Panetone, Rosangela Leote, Marcos Bastos. ÁGUA é uma mídia locativa que opera com expedições, intervenções e performances, nos municípios Santarém, Óbitos e Oriximiná, do Estado do Pará.

Este projeto, por meio da tecnologia digital, construiu espaço informacional com acesso por mídias móveis e na internet. E intervenção no espaço geográfico por intermédio de tecnologia disponibilizada em redes sociais. ÁGUA revela uma relação poética com o tempo, demarcando um lugar a partir de uma duração no tempo. O espaço-tempo demarcado denomina-se ÁGUA e vai localizar as relações locais com a subida e descida do rio Amazonas, maré do rio.

A região onde ocorreu a intervenção artística é uma região de grandes complexidades, o fenômeno da enchente e vazante do rio Amazonas modifica a paisagem de forma radical, parte do ano a área está inundada e parte aparecem praias, cachoeiras. A bacia amazônica é um dos locais mais chuvosos do planeta, com índices pluviométricos anuais de mais de 2.000 mm por ano, podendo atingir 10.000 mm em algumas regiões. Durante os meses de chuva, a partir de dezembro, as

ÁGUAs sobem em média 10 metros, podendo atingir 18 metros em algumas áreas. Isso significa que durante metade do tempo, grande parte da planície amazônica fica submersa, caracterizando a maior área de floresta inundada do planeta, cobrindo uma área de 700.000 Km2.


Ver Água Mídia Locativa num mapa maior

O projeto transmuta-se em várias faces, a autora Val Sampaio, por exemplo, atua no projeto nas funções de coordenação, produção geral, curadoria e como artista. Os artistas participantes realizarão intervenção na região por intermédio de dispositivos móveis, com o objetivo de levantamento visual com vídeos, fotografias de celular, realizando um mapeamento (mapping) e monitoramento de movimento (tracing) do ciclo das ÁGUAs no espaço dos municípios de Santarém, Óbidos, Oriximina. Este material, na medida das instabilidades de conexão no meio do rio Amazonas, é postado no site (http:// www.aguas.art.br) que tem o desenvolvimento e funcionalidade de um blog. Cada participante tem um login e uma senha para postar vídeos, fotos e textos num diário da intervenção artística.

cavername (água)

A instalação interativa CAVERNAME é resultado da Primeira Expedição do projeto AGUA- uma mídia locativa de Val Sampaio, para o Arte Mov Belém. A instalação foi montada a primeira vez durante este evento realizado na cidade de Belem (Pará), metrópole da região Amazônica, norte do Brasil. Participaram do seu desenvolvimento: Val Sampaio, Gilbertto Prado, Claudio Bueno, Nacho Durán. Jarbas Jácome e Dênio Maués.

 

Esta instalação consiste em um ambiente imersivo que oferece uma experiência de interação como metáfora da expedição feita no projeto Água Mídia Locativa possibilitando aos visitantes a exploração do rio vivenciado no período de uma semana pelos artistas. Sendo, um outro modo de estar no projeto, na expedição, no curso do rio, no movimento, na água, na natureza.

O ambiente da instalação é composto por uma sala escura com uma tela projetada no chão formada por dois projetores, uma câmera de segurança, uma placa digitalizadora. São projetados no chão vídeos produzidos pelos artistas participantes, editados em camadas no programa de VJ Resolume, que é um instrumento para performances de audio e visuais em tempo real. Possibilitando tocar video clips forwards & backwards, possibilitando o ajuste de tempo e a aplicação de efeitos.

Na primeira camada é projetado em plano fechado o rio correndo. As outras camadas de vídeos são reveladas pelo interator por intermédio de lanterna de pescador, quando o foco de luz da lanterna é apontado para a imagem do rio projetada no chão são revelados os outros vídeos programados para aparecerem randomicamente.

CAVERNAME, esqueleto ou ossatura é o conjunto das balizas que formam o esqueleto do casco de um navio. Mais precisamente é um conjunto de cavernas, que são peças que saem da quilha criando assim a forma das embarcações. O chão pavimentado com madeira branca provoca a percepção da estrutura de um barco, possibilitando ao interator sentir com o corpo, a forma, consistência, peso, temperatura, aspereza da madeira. Provocando também sensações pelo olfato, por intermédio do cheiro da madeira. O som do motor do barco preenche e orienta o tempo-espaço da ÁGUA na experiência do ambiente CAVERNAME.

O ruído do motor, presença constante na viagem, nos transporta para o rio amazonas entre as cidades de Santarém, Óbidos e Oriximiná, no estado do Pará, região norte do Brasil.


artemov-belem-convite-amazonia-2010

 


ÁGUA é uma intervenção artística no espaço geográfico usando tecnologia digital para construir um espaço de informação com acesso pelos meios de comunicação móvel, GPS e Internet. O projeto fará a apropriação e resignificação do espaço informational da mesoregião do rio Amazonas por intermédio de tecnologia disponível nas redes sociais e da construção de mapa virtual alimentado de forma colaborativa pelos artistas participantes, com projetos individuais de mapeamento do fenômeno da maré e do fluxo do rio Amazonas, sob autoria e coordenação de Val Sampaio.

ÁGUA é um projeto de muitas camadas, atua no contexto midiático e da artemídia, configurando-se como uma mídia locativa. Mas na sua essência é uma intervenção no espaço geográfico com mídias móveis. O projeto instala-se num barco e sai em expedição pelo rio Amazonas, na messoregião do rio Amazonas na rota dos municípios de Santarém, Óbitos e Oriximiná, no Estado do Pará, na região Amazônica, norte do Brasil.
Neste percurso o ciclo das águas desta região é mapeado com GPS, vídeos e imagens a vida, o clima, a lua, o tempo do rio vivenciado no seu trajeto. Val Sampaio, autora e coordenadora da intervenção artística, produz e apropria-se da produção e do ponto de vista de seus convidados, artistas, professores, técnicos, programadores, a fim de que o rastreamento do percurso da expedição tenha pontos de vistas diversos do seu, buscando a complexidade e a multiplicidade.

agua-midialocativa_val-sampaio_mapa_expedicao-amazonia_artemov_2010

ÁGUA é uma escritura, uma cartografia, um desenho no tempo-espaço por intermédio das novas tecnologias móveis. Sendo uma experiência da mobilidade, do nomadismo físico, atômico, geográfico das relações, dos afetos, da vida. A intervenção tem como objetivo criar autoria no espaço público questionando e tensionando conceitos sobre lugar, espaço público e privado, vigilância, controle e monitoramento.
As mídias locativas são herdeiras da arte eletrônica, da arte urbana, assim como da land art, dos site specific, do happening, da performance, do situacionismo, do letrismo, da arte da deriva e da psicogeografia, iniciada com dadaístas e surrealistas. Somando-se a essa herança as potencialidades criativas e de intervenção por intermédio das novas tecnologias da comunicação e das redes sociais.

As mídias locativas combinam tecnologia e serviços baseados em localização. Esta tecnologia é formanda por um conjunto de dispositivos digitais: GPSs, telefones móveis, palms, Wi-Fi, Bluetooth e Wi-Max, RFID, etc.) que permitem intercâmbio com o mundo físico. Os meios locativos podem ser usados para localizar, mapear, acessar os serviços e informacão sobre o lugar que está sendo “localizado”, neste caso o lugar ÁGUA.
ÁGUA pode ser acessada pelo celular e pelo site que referencia informações sobre o projeto e sobre a região. O site permite acesso às intervenções do projeto a partir de mapa virtual alimentado de forma colaborativa por convidados, que atuam com projetos individuais colaborando com a cartografia do fenômeno de enchente e vazante do rio Amazonas.

Texto publicado no blog Xumucuis: http://xumucuis.wordpress.com/2011/04/18/agua-midia-locativa-segunda-expedicao

Água, por Val Sampaio

///////////////////

Como o projeto ÁGUA, uma mídia locativa, que atua no contexto midiático, mas na essência é uma intervenção no espaço geográfico com mídias móveis.

O projeto reuniu um grupo heterogêneo de artistas com conhecimento ou nenhum conhecimento sobre a região que será mapeada, cartografada buscando uma relação psicogeográfica deste lugar ÁGUA. Este grupo instala-se num barco e sai em expedição pelo rio Amazonas, na messoregião do rio Amazonas na rota dos municípios Santarém, Óbitos e Oriximiná, no Estado do Pará, na região Amazônica, norte do Brasil. E produzem vídeos, fotografias, diários, conversas na beira do rio, na natureza selvagem, mas também, habitada por pessoas e sistemas tradicionais, técnicos e tecnológicos de vidas em comunidade.

 

agua-midialocativa_val-sampaio_lago1_expedicao-amazonia_artemov_2010
Lago Grande, região de Oriximiná, estado do Pará. Foto Val Sampaio

As expedições repetem, na medida da natureza, o mesmo percurso, esta repetição é o conceito/dispositivo do projeto da midia locativa, mensurar, localizar este lugar chamado AGUA, onde a subida e descida do rio, definem o lugar do transitório (TrajetoRIO), uma forma de mensuração do tempo a partir do espaço.

O projeto realizou duas viagens ao lugar entre Santarém-Òbidos-Oriximiná em momentos climáticos diferentes, um na vazante do rio Amazonas em setembro de 2010, e no segundo momento na cheia do rio em abril de 2011. E este projeto é ao mesmo tempo e de forma diversa a experiência individual da proponente, facilitando uma experiência coletiva, para desenhar o tempo-espaço ÁGUA a partir do ponto de vista de cada um dos envolvidos. Localizar, a partir de ponto de vista diferentes, aquilo que é FLUXO, TRÂNSITO, FLUÍDO, da PASSAGEM na experiência ÁGUA.

Neste percurso o ciclo das ÁGUAs desta região é mapeado com GPS, vídeos e imagens a vida, o clima, a lua, o tempo do rio vivenciado no seu trajeto. Val Sampaio, autora e coordenadora da intervenção artística, produz e apropria-se da produção e ponto do programadores, a fim de que o rastreamento do percurso da expedição tenha pontos de vistas diversos do seu, buscando a complexidade e a multiplicidade.

ÁGUA é uma escritura, uma cartografia, um desenho no tempo-espaço por intermédio das novas tecnologias móveis. Sendo uma experiência da mobilidade, do nomadismo físico, atômico, geográfico das relações, dos afetos, da vida. A intervenção tem como objetivo criar autoria no espaço público questionando e tensionando conceitos sobre lugar, espaço público e privado, vigilância, controle e monitoramento.

As mídias locativas são herdeiras da arte eletrônica, da arte urbana, assim como da land art, dos site specific, do happening, da performance, do situacionismo, do letrismo, da arte da deriva e da psicogeografia, iniciada com dadaístas e surrealistas.

Somando-se a essa herança as potencialidades criativas e de intervenção por intermédio das novas tecnologias da comunicação e das redes sociais.

As mídias locativas combinam tecnologia e serviços baseados em localização que permitem intercâmbio com o mundo físico. Os meios locativos podem ser usados para localizar, mapear, acessar os serviços e informação sobre o lugar que está sendo “localizado”, neste caso o lugar ÁGUA.

ÁGUA pode ser acessada pelo celular e pelo site que referencia informações sobre o projeto e sobre a região. O site permite acesso às intervenções do projeto a partir de mapa virtual alimentado de forma colaborativa por convidados, que atuam com projetos individuais colaborando com a cartografia do fenômeno de enchente e vazante do rio Amazonas.

agua-midialocativa_val-sampaio_lago3_expedicao-amazonia_artemov_2010 Este projeto se constrói de forma colaborativa numa rede de conceitos sendo ele mesmo uma Deriva/Derivação. Mapear, Cartografar, Codificar/Decodificar o lugar é uma dos conceitos que se constitui no projeto ÁGUA. A função dos mapas é prover a visualização de dados espaciais e a sua confecção é praticada desde tempos pré-históricos, antes mesmo da invenção da escrita. O Locativo a relação espaço-rio-tempo está na experiência do tempo transitório, e nesta localização. A experiência do espaço-rio-tempo: o TrajetoRio é um espaço de troca compartilhada, aproximando-nos de outras partes. Nós viajamos para alguma posição inexistente, um espaço mental simultaneamente compartilhado. A medida do espaço nesta experiência é o tempo, o temporal significa o transitório, o que passa com o tempo, no decurso deste; mas não o tempo em si.

ÁGUA é um projeto de muitas camadas, atua no contexto da artemídia, configurado como um site specific realizado com mídias locativas, em uma área geográfica específica opera com mídia móvel para desenhar com GPS Náutico a rota do projeto. O projeto instalou-se em barco e saiu em uma expedição poética pelo rio Amazonas, na rota dos municípios: Santarém, Oriximiná e Óbidos, no estado do Pará na região amazônica, norte do Brasil. Nesta região, o ciclo da ÁGUA foi mapeado com GPS, vídeo e imagens, o clima, a lua, o tempo de experiência do rio em seu curso.

Val Sampaio, autora e coordenadora da intervenção artística, produz e se apropria da produção e do
ponto de vista de seus convidados, artistas, professores, técnicos, programadores, para que o traçado da rota da expedição tenha diversos pontos de vista além do ponto de vista da autora, buscando a complexidade e a multiplicidade.

agua-midialocativa_val-sampaio_lago4_expedicao-amazonia_artemov_2010Mapa com o percurso das duas expedições, na seca (verde) e na cheia (vermelho) localizando o movimento da ÁGUA no rio Amazonas, entre Santarém, Óbidos e Oriximiná (PA)

ÁGUA é um ato, um mapa, um desenho no espaço-tempo através das novas tecnologias móveis. Sendo uma experiência de mobilidade física, nomadismo, atômica, relações geográficas, os afetos, a vida. A intervenção visa criar no espaço público um processo de autoria, neste espaço, e para destacar os conceitos de lugar, de espaço público, do espaço privado, da autoria, da vigilância, de controle e de monitoramento.

O Locativo neste projeto está na experiência do tempo transitório, a experiência do espaço-rio-tempo: o TrajetoRio é um espaço de troca compartilhada, removendo seus participantes do espaço habitado, aproximando-nos de outras partes.

Nós viajamos para alguma posição inexistente, um espaço mental simultaneamente compartilhado. A medida do espaço nesta experiência é o tempo, o temporal significa o transitório, o que passa com o tempo, no decurso deste; mas não o tempo em si.

TrajetoRio

Este projeto de muitas camadas, atuou no contexto midiático, das chamadas mídias móveis e locativas de autoria de Val Sampaio. O projeto realizou duas expedições, a primeira Expedição no período de 13 a 19 de setembro, participaram desta primeira viagem Gilbertto Prado, Cláudio Bueno, Dênio Maués, Jarbas Jácome e Nacho Duran. A segunda realizada de 11 a 17 de abril de 2011, participaram da segunda viagem Gilbertto Prado, Cláudio Bueno, Val Sampaio, Léo Pinto, Panetone, Rosangela Leote, Marcos Bastos.

ÁGUA é uma mídia locativa que opera com expedições, intervenções e performances, nos municípios Santarém, Óbitos e Oriximiná, do Estado do Pará.
Este projeto, por meio da tecnologia digital, construiu espaço informacional com acesso por mídias móveis e na internet. E intervenção no espaço geográfico por intermédio de tecnologia disponibilizada em redes sociais. ÁGUA revela uma relação poética com o tempo, demarcando um lugar a partir de uma duração no tempo. O espaço-tempo demarcado denomina-se ÁGUA e vai localizar as relações locais com a subida e descida do rio Amazonas, maré do rio.

A região onde ocorreu a intervenção artística é uma região de grandes complexidades, o fenômeno da enchente e vazante do rio Amazonas modifica a paisagem de forma radical, parte do ano a área está inundada e parte aparecem praias, cachoeiras. A bacia amazônica é um dos locais mais chuvosos do planeta, com índices pluviométricos anuais de mais de 2.000 mm por ano, podendo atingir 10.000 mm em algumas regiões. Durante os meses de chuva, a partir de dezembro, as

ÁGUAs sobem em média 10 metros, podendo atingir 18 metros em algumas áreas.

Isso significa que durante metade do tempo, grande parte da planície amazônica fica submersa, caracterizando a maior área de floresta inundada do planeta, cobrindo uma área de 700.000 Km2.

O projeto transmuta-se em várias faces, a autora Val Sampaio, por exemplo, atua no projeto nas funções de coordenação, produção geral, curadoria e como artista. Os artistas participantes realizarão intervenção na região por intermédio de dispositivos móveis, com o objetivo de levantamento visual com vídeos, fotografias de celular, realizando um mapeamento (mapping) e monitoramento de movimento (tracing) do ciclo das ÁGUAs no espaço dos municípios de Santarém, Óbidos, Oriximina. Este material, na medida das instabilidades de conexão no meio do rio Amazonas, é postado no site (http:// www.aguas.art.br) que tem o desenvolvimento e funcionalidade de um blog. Cada participante tem um login e uma senha para postar vídeos, fotos e textos num diário da intervenção artística.

Na primeira expedição realizada de 13 a 19 de setembro de 2010, o barco “Vereda Tropical” percorreu o rio Amazonas. No meio do rio, tudo falha – os modens, celulares, a energia precisa tem que ser controlada para que não deixem de funcionar os computadores, as câmeras de fotografia, de vídeo, os GPS, as baterias…

Na segunda expedição realizada de 11 a 17 de abril de 2011, usamos o mesmo barco “Vereda Tropical”, que subiu o rio Amazonas transbordando e invadindo casas e praias. A largura do rio ampliou e podemos atingir áreas que na primeira viagem estavam secas e imprórias para navegar. Percorremos o rio, no mesmo período da primeira viagem, em meio a imensidão das águas do rio Amazonas, presos no barco, não era o mesmo rio, transbordante de vida.

Este TrajetoRio se organizou no espaço da produção contemporânea de arte, e buscou refletir a tensão entre arte e vida, com representações que enfocam as relações que se manifestam entre os espaços, os fluxos existenciais, a presença do homem, o devir do encontro e desencontro. Qual, afinal, o lugar da arte contemporânea com base em aproximações com o mundo da vida?

O projeto pode ser acompanhado no site e na página das redes sociais, e possibilitou vivenciar durante o percurso da rota, entre paradas e navegações o desenvolviemnto de uma instalação, numa relação de partilha criativa, uma “residência artísticamóvel”.

Instalação – Cavername

Esta primeira experiência resultou em uma instalação de vídeo, com programa de VJ RESOLUME, que permitiu a edição de um vídeo base do rio passando num fluxo contínuo. E abaixo desse vídeo vários outros, produzido por todos, que eram revelados com uma lanterna de lâmpadas de leds, uma lanterna grande marela usada por pescadores. Esta lanterna era oferecida as pessoas que entravam no espaço expositivo, totalmente pintado de preto, com o piso revestido de madeira branca tosca.

agua-midialocativa_val-sampaio_cavernami-luz_expedicao-amazonia_artemov_2010

Esta instalação foi apresentada pela primeira vez no evento ART.MOV BELÉM de 23 a 23 de setembro de 2010 no espaço cultural Fórum Landi, no bairro da Cidade Velha em Belém (PA). A instalação CAVERNAME, estrutura-esqueleto, revela nossa experiência do rio. TrajetoRio. Fluxo marrom, fluxo negro, intransponíveis, imescláveis, num fundo de rio que não se deixa vê, mas que se sabe e sente-se a presença de peixes, tucunaré, surubim, pirarucu, tambaqui, pescada, xaréu, tamoatá, arraias, piaba, piranhas, jacarés, peixe-boi, peixe-mulher, e os botos tucuxi e cor-de-rosa presença constante em todo o percurso.

A residência-móvel foi vivenciada no período de 13 a 19 de setembro no fluxo do barco “Vereda Tropical”, que se transmutou em nossa estação de trabalho, nosso QG de mídias, relações, trocas, mole, molejo, folha no rio, rede coloridas, mosquiteiros, redes de sabores, redes sociais, rede de mentes.

Este TrajetoRio nos conduz pelo método de produzir uma instalação, a cada expedição nos moveremos nesta mesma rota e por esta dinâmica. Mas, para além, daquilo que se pretende contar, ou dar conta do lugar, torna-se o trabalho no acontecimento desta residência artística móvel. Relações se hibridizam artistas, técnicos, produtores, turistas no espaço-móvel da criação.


Matéria publicada no jornal O Liberal do Pará sobre o projeto em 18.04.2011:

Projeto – As águas do Baixo Amazonas serão o palco do trabalho que envolve novas mídias

      A arte contemporânea ganha novas ferramentas e moldes em uma velocidade estonteante. As tecnologias digitais somaram muito para este fluxo intenso, pois além de servirem como recurso para variadas atividades humanas, também são usadas por artistas para produzirem obras cada vez mais situadas no tempo-espaço. É este o mote do projeto “Água”, da artista plástica Val Sampaio, que se utiliza do conceito de mídia locativa para fazer uma intervenção através da dinâmica da maré da região do Baixo Amazonas. Val e equipe partem hoje rumo à Santarém, de onde sairá a primeira expedição do projeto.

“Água” consiste em um mapeamento e monitoramento de movimento do ciclo das águas. O trabalho vem sendo desenvolvido desde o início do ano, quando Val foi convidada a escrever um projeto para a quinta edição do Vivo arte.mov – Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis, cujo tema este ano é “Novas Cartografias Urbanas: Reconfigurações do Espaço Público” e acontece nas cidades de São Paulo, Salvador, Porto Alegre e Belém. A bordo de um barco, com uma equipe de pesquisadores e artistas convidados, Val irá percorrer a meso-região do rio Amazonas, nos municípios de Santarém, Óbidos e Oriximiná, do Estado do Pará.

Dentro desta temática, em que as mídias móveis servem como suporte para a produção artística, o projeto Água se apresenta através do conceito de mídia locativa, que consiste em um suporte que possibilita o reconhecimento espacial de determinado lugar. O projeto vai operar de setembro a fevereiro de 2011 e será realizado através de expedições, intervenções e performances, oficinas, exposições presenciais e virtuais.

Val Sampaio é pesquisadora, artista, produtora e curadora independente, atuando principalmente nos seguintes temas: cultura visual, processo de criação, semiótica, novas mídias e arte contemporânea. Doutora e Mestre em Comunicação e Semiótica(PUC/SP). Professora Faculdade de Artes Visuais (ICA/UFPA). Coordena e participa atualmente de pesquisa colaborativa cadastrada na PROPESP/UFPA, “Territórios Hibridos”; Membro do Conselho Editorial da Revista Concinnitas (http://www.concinnitas.uerj.br/). Realiza estágio pós-doutoral na ECA/USP. Participa do Grupo Poéticas Digitais, coordenado por Gilbertto Prado. PROJETOS ARTÍSTICOS: Atua com mídias diversas: arte mídia, video, fotografia, instalações, intervenções e ações, coorrespodendo a dois momentos processuais. Projetos organizados em séries com trabalhos que têm relações conceituais. Valzeli Sampaio Artista, produtora e curadora independente. Tem experiência na área de produção, pesquisa e crítica em artes, com ênfase em arte contemporânea, design e novas mídias, atuando principalmente nos seguintes temas: cultura visual, processo de criação, semiótica, novas mídias, arte digital e arte contemporânea. Possui doutorado e mestrado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, graduação em Comunicação Social pela Universidade Federal do Pará (1987). Atualmente é professora da Faculdade de Artes Visuais do Instituto de Ciências da Arte (ICA/UFPA).


Festival arte.mov 2010 (compilação Brasil) from arte.mov on Vimeo.

agua-midialocativa_val-sampaio_expedicao-amazonia_palestra1_artemov_2010

agua-midialocativa_val-sampaio_expedicao-amazonia_palestra2_artemov_2010

agua-midialocativa_val-sampaio_expedicao-amazonia_palestra3_artemov_2010

 

Ver mais sobre o festival arte.mov 2010 no blog de Lucas Bambozzi: http://www.lucasbambozzi.net/index.php/2008/11/artemov

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *